Hipotermia perioperatória: o que é, riscos e como prevenir
RSA Medical · atualizado em 24/09/2026
A hipotermia perioperatória inadvertida é a queda da temperatura central do paciente abaixo de 36 °C durante o período cirúrgico, sem que isso tenha sido planejado. É uma das complicações mais comuns da cirurgia e uma das mais fáceis de prevenir.
Por que o paciente esfria na cirurgia
- A anestesia, geral ou regional, inibe os mecanismos do corpo que controlam a temperatura e redistribui o calor do centro para a periferia.
- A sala cirúrgica é fria e o paciente fica exposto.
- Soluções frias de antissepsia, soros e irrigação retiram calor.
- Cirurgias longas, de cavidade aberta, em idosos e em crianças aumentam o risco.
Os riscos
A hipotermia não é só desconforto. Ela está associada a mais infecção do sítio cirúrgico, a mais sangramento por alteração da coagulação, a eventos cardíacos, a tremores e a maior tempo de recuperação anestésica e de internação.
Como prevenir
- Medir a temperatura antes, durante e depois da cirurgia.
- Aquecer o paciente antes da indução (pré-aquecimento), quando possível.
- Usar aquecimento ativo no intraoperatório: sistemas de ar forçado ou de condução, com colchão e cobertor térmicos.
- Aquecer soros e soluções de irrigação.
- Manter o paciente coberto e controlar a temperatura da sala.
Ar forçado ou condução?
O aquecimento por ar forçado sopra ar quente sobre o paciente por uma manta descartável. O aquecimento por condução transmite calor por contato, com colchão sob e cobertor sobre o paciente: é silencioso, não movimenta ar e partículas na sala e, sendo reutilizável, não gera custo de descartável a cada cirurgia.
Perguntas frequentes
Qual temperatura define hipotermia perioperatória?
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Temperatura central abaixo de 36 °C durante o período perioperatório.
Cobertor comum previne a hipotermia na cirurgia?
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Cobertores comuns só reduzem a perda de calor. Em cirurgias com risco, as diretrizes recomendam aquecimento ativo, com sistemas de ar forçado ou de condução.
Conteúdo informativo para profissionais e gestores de saúde. Não substitui a avaliação clínica, as normas vigentes nem os protocolos da sua instituição.

